• Climate Change: Dave Rubin, Alex Epstein, and my thoughts.

  • Just watched another great Dave Rubin interview, this one with Alex Epstein. They cover Alex’s book and go over many issues related to climate change and energy production. Check it out below, and then my thoughts afterwards.

    He makes a couple reasonable points.

    • Most people know nothing about what are fossil fuels, or what is electricity, or how we would go about substituting our sources of energy. I mean the science and engineering of it.
    • General recognition of the benefits of civilization and industrialization. It accounts for basically all we have. It has propelled humans into the modern world. It solved world hunger. It has allowed us to do cognitive work at scale. (Very influenced by Ayn Rand’s Atlas Shrugged and Objectivism)
    • We must account for the benefits of fossil fuel as a source of energy before discussing alternatives.
    • Alternatives are not only green (solar and wind) but also hydro and nuclear.
    • Solar energy is quickly getting cheaper but the only real economically feasible alternative today is nuclear.
    • The ‘green’ movement has an anti-human bias. Progress is seen as almost intrinsically bad.
    • Hell narrative. We break some law, something sacred, and then are punished by a higher entity. The law is the ’natural’ law. We are punished by Nature/Gaya.
    • Fossil fuels, in particular oil, are really abundant nowadays. And we are likely to discover even more.
    • Oil companies are seen as the villains that force us to...

  • On Extrapolation. Or 'A Little Formalization Goes a Long Way.'

  • When can one extrapolate claims from experiments, or Randomized Control Trials (RCTs)?

    This question is an old hobby-horse in Medicine and Social Studies. It has been discussed within Economics by Manski (2008), Angrist & Pischke (2009) and many others. But interest about it surged particularly since Card & Krueger (1994) and the early 2000’s with the inception of institutions such as J-PAL and IPA. More recently, Augus Deaton and Nancy Cartwright have provided a powerful critique to the usefulness of RCTs (shorter version here). Vivalt (2017a) undertakes an effective comparison of experiments in twenty broad areas of Development to assess how they generalize. On a related note, Vivalt (2017b) and Athey & Wager (2017) study how much a policy maker can learn from experiments, and how to use that information to implement policy under certain constraints.

    Nevertheless, the academic debate about extrapolation has always seemed unnecessarily verbose to me. The conceptual framework behind it is in fact simple, and it could provide us a more synthetic way of pinning down the good and the bad about generalizing claims from experiments.

    So here goes my blog post attempt on simplifying it.


    Let $Y$ be an outcome. Let $X$ be the variable of interest. Define $C$ as a vector of context characteristics and $P$ as a vector of protocol characteristics of the particular experiment/observation/measurement.

    Think of $C$ as an abstract vector that contains every dimension of the environment. It contains the institutional background,...

  • Humanism: Emotions Will Save Reason

  • In my opinion, atheists around the world today are doing a poor job in connecting to people’s emotions and subjectivities regarding religion, and more generally to human experience. In sum, we cannot only say ‘God doesn’t exist’; we have to connect to people’s feelings such as the fear of death or the sense of group belonging that go together with the belief in the supernatural. I believe this is the best route to our goal of a society oriented by reason. Let me briefly develop my point.

    First, persuasion in not only about rational arguments. There is now a large body of work in Psychology showing that our minds are modular, and that each module can take up our consciousness in different times (Kurzban, 2012). Not only that, our morality and judgement are directly influenced by subjective (and often unconscious) states of our brains. We will try hard to rationalize previously existent emotions in us, and will quickly change assumptions to make our point ’true’, specially when in groups (Haidt, 2013). And very often there is no rational argument that will change our minds, since we have already decided emotionally.

    Second, we must understand what emotions are involved in religious activities and in irrational beliefs in general. As you probably know, it’s almost everything! But the first one is certainly the fear of death. As discussed in this video Death and the Present Moment, if we say God doesn’t exist, we are actually saying there’s no life after death,...

  • Critérios para Interlocução (ou Não Perco Mais Meu Tempo)

  • Quais deveriam ser os critérios mínimos pra levarmos a sério qualquer interlocutor em conversas/discussões/debates?

    Minha lista:

    • Ter discurso restrito por fatos do Universo e regras de inferência lógica.
    • Não cometer falácias lógicas.
    • Ter treinamento em – ou ao menos boas intuições sobre – inferência causal.
    • Ter sempre uma resposta para “Qual evidência te faria mudar de opinião?”.
    • Ser capaz de dizer “Não sei.” e “Minhas fontes são: “.

    Para fora disso, não perco mais meu tempo. E só rezo pra que não virem responsáveis por políticas públicas que afetem a todos nós e as futuras gerações.

  • Recent Interesting Links

  • A Few Thoughts on This Election

  • – For better or worse, I’m just glad it’s over.

    – In terms of predicting outcomes, Political Science took as big a hit as Economics with the Great Recession.

    – Exit polls are insightful. Trump voters were largely old, white, not college educated, middle class, living in small cities/rural, protestant/christian, married, worried about immigration and terrorism, that think the economy is in terrible shape, and whose economic situation has been deteriorating in recent years. Big part of this group were already republicans, but Trump outperformed Romney here. See

    – Democracy is working, like it or not. People voted (somehow) freely. We can, however, discuss whether people know what’s best for them and whether Trump, with his authoritarian bent, could destabilize American institutions (unlikely, I think).

    – Hillary will probably just fade out in politics.

    – Second hugely consequential election in 16 years where the winner on popular votes lost the election. It makes one reconsider the electoral college system.

    – Would Sanders have a better chance against Trump? I highly doubt it.

    – Will Canada build a wall?

    – Will I miss Obama? Dearly.

    – Young liberal rich educated urban millennials are having a hard time making sense of this result. Part because higher education is isolated, insular and liberal, and average voters aren’t. But also because our whole lives are encapsulated: in the people we talk to, the media we consume, where you live, etc. The country’s average reality is starkly different, and conservative values make very little...

  • Links I Liked on Development

  • Petição para tirar ‘Ordem e Progresso’ da bandeira brasileira

  • Menos texto é mais representação! Petição aqui.

    Uma bandeira é um dos símbolos republicanos que de alguma forma representa a cultura, a história e os ideais de um país. Porém nenhuma escolha de palavras será capaz de representar a totalidade da diversidade no Brasil.

    Há ainda vários outros argumentos para retirarmos ‘Ordem e Progresso’ de nossa bandeira.

    • Ordem e Progresso são de fato valores importantes para o avanço de um país, mas não são tudo. Por que não incluirmos então ‘Liberdade’, ‘Educação’, ‘Igualdade’? Ao invés de seletivamente escolhermos dois valores acima dos outros, melhor é não favorecer nenhum.
    • O Brasil é um dos únicos países no mundo com algum texto em sua bandeira.
    • ‘Ordem e Progresso’ é uma redução da expressão positivista de Auguste Comte ‘O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim’. Mas esse é apenas um entre vários movimentos intelectuais ao longo da História. Por que tomá-lo como representativo de nosso país atualmente?
    • A expressão remete ao período dos governos militares no país, e por diversos motivos essa fase histórica não deveria ser lembrada por nossa bandeira.

    É verdade, o Brasil tem várias outras prioridades para construir um futuro melhor. A mudança da bandeira é um pequeno grande problema, mas um que afeta a forma como todos os cidadãos se identificam com seu país.

    Nenhuma tradição é imutável, e essa deve mudar!

    Algumas referências:

  • O Desabafo de um Liberal

  • (Texto publicado no facebook em 15/03/2016)

    A situação econômica, política e social do Brasil traz tanta angústia, de tantos lados, que resolvi soltar o desabafo à grande rede. O país vive a pior crise econômica em décadas e nossa política passa por um de seus momentos mais delicados. Se algumas situações justificam o grito, essa com certeza é uma delas. Então lá vai.

    Começo pela precaução: sou liberal social e economicamente. E também sou a favor de justiça social. Sei que mercados não são perfeitos, e que o governo tem seu papel. Quero mais Bolsa-Família e menos Bolsa-Empresário. Sou a favor de casamento gay, de aborto, da tolerância, da libertação das mulheres, da legalização de algumas drogas, da defesa das minorias e de políticas afirmativas transitórias. Apoio eficiência no setor público, com políticas transparentes e avaliadas por resultados. Sou também a favor de ricos pagarem por universidade pública e do fim da estabilidade de cargos públicos (a não ser em casos particulares de interesse institucional). Luto pelo fim da pobreza e pela igualdade social. Sou partidário da Ciência e Razão como bases de sustentação do debate público. Separação entre religião e Estado é comigo mesmo (de fato sou ateu, mas esse é outro papo).

    O que me deprime.

    1. Sucessivos erros de avaliação e julgamento em política econômica afundaram o Brasil numa recessão de 4% em 2015 com inflação na casa dos dois dígitos há 3 anos, com previsão de queda do PIB de 4% também em...

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  • Economic Models as Analogies

    O rock nacional nos fez ter vergonha da nossa cultura, dos nossos cabelos e dos nossos sotaques – e eu aplaudi isso metade da minha vida.

    Breakthrough Junior Challenge: Some Cool Ways of Looking at the Special Theory of Relativity

    How Stanford Took On the Giants of Economics

    Math Books I Wish I Had on My Shelf

    Massimo Pigliucci – Science, Philosophy, and the Meaning of Life

    Grumpy Economist: Secret Data

    Grumpy Economist: Secret Data Encore

  • Life Among the Econ

  • A unique anthropological study of the tribe of the Econs was carried out in 1973 by Axel Leijonhufvud. Check out some of his conclusions.

    Status is tied to the manufacture of certain types of implements called “modls.” The status of the adult male is determined by his skill at making the “modl” of his “field.” The facts (a) that the Econ are highly status-motivated, (b) that status is only to be achieved by making “modls,” and (c) that most of these “modls” seem to be of little or no practical use, probably accounts for the backwardness and abject cultural poverty of the tribe.

    The dominant role of “modl” is perhaps best illustrated by the (unfortunately very incomplete) accounts we have of relationships between the two largest of the Econ castes, the “Micro” and the “Macro”… If a Micro-Econ is asked why the Micro do not intermarry with the Macro, he will answer “They make a different modl,” or “They do not know the Micro modl.”

    It would be to fail in one’s responsibility to the Econ people to end this brief sketch of life in their society without a few words about their future. The prospect for the Econ is bleak. Their social structure and culture should be studied now before it is gone forever.

    The full the paper can be found here. I just can’t stop laughing.

  • Procura-se: Debate sobre Religião e Secularismo no Brasil

  • O debate público entre religião e secularismo no Brasil é praticamente inexistente. Mesmo num país tão predominantemente religioso (e talvez exatamente por isso), há poucas vozes e instituições envolvidas em conversas amplas e consistentes engajando todos os setores da sociedade. Porém um contexto de religiosidade prevalente torna ainda mais urgente a existência de lideranças críticas capazes de fomentar razão, ceticismo e valores seculares entre o grande público. Para um país como o Brasil, esse debate pode ser revolucionário. Como um passo nessa direção, esse post traça um panorama prático e geral da questão com objetivo de organizar uma referência fértil para esse debate, mas não desenvolvendo o debate em si substancialmente. Quem sabe esse texto sirva de motivação para o surgimento de futuras lideranças nessa conversa tão necessária ao país.

    Como contexto básico, vamos a alguns dados sobre religião no Brasil. O primeiro gráfico abaixo traça uma evolução das principais religiões no país entre 2000 e 2010, de acordo com o Censo do IBGE. Incluído também está a porcentagem dos que se consideram ‘sem religião’. Ao menos quatro observações merecem comentário. Primeiro, o Brasil é (e sempre foi) um país predominantemente católico. Em 2010 a porcentagem de pessoas se designando católicos apostólicos romanos era de 64.5%. Segundo, houve um enorme crescimento do número de evangélicos (substituição de católicos), saindo de 26 milhões para 42 milhões de pessoas entre 2000 e 2010. Terceiro, a número de aderentes às outras religiões tradicionais – judaísmo, islamismo, espiritismo, etc – é mínimo. Quarto, o...

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  • David Deutsch: Philosophy of Science 101

  • Kenneth Arrow Celebrated

  • Feynman on ‘Why’ questions

  • Education: the Useful, the Fun, and the Useless

  • Why do we make efforts to learn anything? Why do we spend our time and energy learning a new language, how to cook a new recipe, or memorizing a math formula? Among many reasons, one is that, in a broad sense, we find the information we’re learning ‘useful’. But it’s not obvious we’re always learning useful things. Or in other words, we frequently find ourselves (at least I do!) with the impression that we’re wasting our time learning something we’ll never use again. Why is it so? In this post I want to argue that we should rethink what our education priorities are, both in policy and in our personal lives.

    Let me be more precise. First, I define learning as the acquisition of new information into one’s body. Since most of the information processing in our body is done in the brain, this most often simply means an acquisition of new information into the brain. Notice that this acquisition of information can take various forms. It can be a transfer from the external environment into one’s body (learning content from books, teachers, or any other external source), it can be an internal development from experience (learning how to ride a bike) or combinations of these. Also, ‘information’ can mean anything: a math formula, a new word, a piece of national news, an emotional skill, etc. A final remark about this definition is that I won’t dive into the Neuroscience or Epistemological details of learning. How learning occurs at the...

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  • Learning Tree and the Good Question

  • One can think of the body of knowledge one can learn as a big tree, or more generally a graph. That is, let each little node represent a piece of ‘knowledge’, an ‘idea’, a ‘meme’, and the connections between them, called edges, represent the connections between different concepts. Loosely speaking, they can represent which ideas are necessary to learn new ones (in a directed graph, with connections having arrows, or directions), and/or can also represent the strength between connections (how deeply one understands the connection).

    Now, a hard concept to learn may be one that is a set of many nodes, or one that requires many pre-ideas already learnt. But to learn something complex, most often one has to start with simpler sub-parts. Or else, one has to find the nodes that connect to the highest number of others, and try to learn those first.

    So, when a learner is trying to understand a hard concept, she can ask questions. A question is good if it simplifies a larger concept as much as possible, but not more than that. It reproduces all necessary elements of the sub-problem, and makes the thinking about it clearer. It allows the learner to concretely build new edges between sub-ideas, gradually completing the necessary base for understanding the more complex subject. Sometimes a toy-example is already enough.

    This system of learning may work only for some types of knowledge, in particular those in which questions can be meaningfully broken down into smaller partitions. It’s no...

  • The (Almost) Impossible Triad

  • In research, for an idea to be good, it has to satisfy the triad of being new, interesting and feasible. But of course most of the times it satisfies at most two of the requirements.

    It can be new and very interesting, but totally impossible to develop concretely. It can also be feasible and new, but no one cares about the question (which will probably be why nobody has written a paper about it yet). Or it can be interesting and feasible, but someone else will have already written something about it. The no-arbitrage law is also strong in academic production.

    But fear not. Carry on PhD students!

  • Roda-Viva

  • A cidade se chamava Roda-Viva. Era considerada a flor da região, e era fonte de cultura, arte e pensamento. Tinha jeito de cidade grande, mas era pequena, talvez a menor de seus pares em importância política e social.

    Os que ali viviam eram chamados de rodeiros, ou muitas vezes também de bola. Mas havia quem não se agradasse de tal apelido. Porque apelido não agrada a todos, muito menos ser chamado de bola. Já viu, aos gordos não lhes convinham ser conhecidos como bolas. Qual gordo quer ser chamado de bola? Também não trazia sorriso aos rostos dos de cara redonda. Também nos de olhos bem grandes e redondos. Muito menos nos que viam em si mesmos qualquer traço de redondeza de caráter.

    Não foi à toa que os com qualquer característica redonda que não queriam ser chamados de bola passaram espontaneamente a se chamarem de esferas. Assim mesmo, do nada, como surge qualquer palavra e expressão humana na língua dos falantes. Agora quem diria que eles estavam errados, contra a tradição, contra a norma? Simplesmente todo o resto da cidade! Porque palavras carregam sentido e história, diziam os intitulados bolas. Argumentavam que pessoas não tem informação perfeita sobre todos, que palavras nos ajudam a resumir informação sobre os outros de jeito rápido, pra não pensarmos demais. Porque somos ruins para pensar, diziam. Mudar de título cidadão seria a ruptura da identidade dos Roda-Vivenses, e a partir de então seria ladeira abaixo. Quem daria um senso de identidade às crianças?...

  • Filosofia de Botequim

  • Nossa percepção e valores são limitados por nossa condição humana.

    Nossos julgamentos de valor são provindos diretamente de reações emocionais internas, muitas vezes inconscientes. Na Natureza um sorvete não é ‘bom’ em absoluto. Ter companhia de uma pessoa querida não é ‘bom’ em absoluto. Algo só é julgado bom pois é bom para nós, seres humanos. Uma mosca acha o cheiro de cocô atraente (não me pergunte se moscas sentem cheiro).

    Nossa consciência é irredutível. Só temos acesso a conteúdos altamente pré-processados pelo cérebro (basta experimentar ilusões óticas para perceber o quão tomamos como dado que nossa percepção é equivalente à realidade).

    Quanto mais vivemos, vamos tendo acesso a diferentes emoções e reações cerebrais associadas a eventos da vida. Mas nascemos numa máquina onde ninguém nos deu o manual de instruções. Vivemos de tentativa e erro, e somos fruto da própria máquina (esse é o argumento contra a existência de um ‘eu’: o infinito regresso de ‘quem controla o eu?’).

    Além disso nossa consciência é modular. Somos o agregado de diversos módulos cerebrais, cada um sendo continuamente excitado ou inibido (contingencial ao ambiente). Os split-brain patients são o exemplo maior de como um corpo é comandado por diferentes partes de uma mente (para quem não sabe do que estou falando, cuidado, isso pode mudar sua vida).

    Estamos presos em nossa própria cabeça e dela não sairemos.

  • Carl Sagan’s Majesty

  • Economics Evolving: Resources on Big Data and Causal Inferencea

  • Super interesting colloquia organized by the National Academy of Sciences on Big Data and Causal Inference within Economics and the Social Sciences.

    1. Susan Athey – Big Data and Economics, Big Data and Economies

    2. Steven Levitt – Drawing Causal Inference from Big Data

    3. Leon Bottou – Causal Reasoning and Learning Systems

    4. David Madigan – Honest Inference From Observational Database Studies

  • Resources for Productivity in Research

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  • Eva Vivalt on “How Much We Can Generalize from Impact Evaluations”

  • Just found out of an important line of research, pushed forward by a Berkeley PhD, Eva Vivalt, about how much we can generalize from impact evaluations. The deeper question is that, if we’re willing to make science, we have to worry about finding invariance and laws, and that involves abstracting away from the particularities of each experiment to gather what remains standing. In other words, as in Physics and in the other ‘hard sciences’, we need mounting evidence to start challenging our theories and building new ones about how the world works. And, for that we need to compare different causal effects found at specific points in spacetime.

    Here is the abstract.

    “Impact evaluations aim to predict the future, but they are rooted in particular contexts and results may not generalize across settings. I founded an organization to systematically collect and synthesize impact evaluation results on a wide variety of interventions in development. These data allow me to answer this and other questions for the first time using a large data set of studies. I examine whether results predict each other and whether variance in results can be explained by program characteristics, such as who is implementing them, where they are being implemented, the scale of the program, and what methods are used. I find that when regressing an estimate on the hierarchical Bayesian meta-analysis result formed from all other studies on the same intervention-outcome combination, the result is significant with a coefficient of 0.5-0.7, though the R2 is...

  • Resources in Coding Style

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  • Conversas – Judaísmo e Ciência (Judaism and Science)

  • No ano passado tive a oportunidade de trocar alguns emails com um amigo, que chamarei aqui de João, sobre Judaísmo e Ciência. Foi especialmente interessante por eu ter estudado a vida inteira numa escola judaica, e hoje estar mais distante, e por ele não ter sido criado como judeu, e hoje estar estudando Judaísmo Rabínico. Os emails são longos, tocamos em vários pontos, então é mais pra quem tem vontade de explorar o assunto. Mas, bom, sempre vale a pena esse tipo de discussão.

    Está tudo organizado em ordem cronológica num post único. E tive que fazer leves edições por questões de privacidade.

    Espero que gostem, e comentários são sempre bem-vindos!

    - 23/04/2014

    Fala João!

    Quero te recomendar também esse vídeo. É um dos melhores que eu já vi do Sam Harris e toca em vários pontos interessantes.

    Depois me diz o que acha.



    - 05/05/2014

    Eu concordei com tudo que ele fala. Como (quase) sempre todas as críticas de religião que ele apresenta não só não condizem com a realidade do Judaismo Rabinico como seriam igualmente expressadas em sua maior parte pelos próprios rabinos.

    A questão que eles nunca tocam que acho a mais monumental é a questão de tecnologia herdada. A maior parte da ciencia moderna é focada em “Descobrimentos” de tecnologia, mas pouca enfâse é dada no fato de que a maioria dos comportamentos humanos modernos essencialmente não mudaram desde a época “das cavernas” e algo...

  • Tropas em Guerra

  • Você é um soldado numa tropa, no meio de uma guerra. Seu uniforme está levemente apertado e o desconforto causado é só suficiente para você notar que está vestindo algo. O suor se mistura com os barulhos que vem até você, sem que você escolha ou discrimine. Seu estado é de confusão, com tantos outros soldados ao seu lado, cada um vivendo uma luta interna, além da batalha que é comum a todos.

    Sua vontade é poder fugir dali, é voltar pra sua família, à sua amada, até ao seu cachorro que você achava que não gostava. Agora os pequenos prazeres da vida passam a fazer sentido, pois precisamos nos afastar deles para que ganhem forma e cor. As distrações da rotina são fortes demais, mais fortes que uma guerra, e nos tiram do caminho do que importa. Mas, de fato, não é isso que importa agora. O mundo treme a sua volta e tudo que você quer é sobreviver. E sobreviver significa vencer a guerra. Não parece haver escapatória nesse momento da História.

    A vitória vem com o seu exército derrotando o exército inimigo. Você não entende bem como chegar lá, mas essa é a causa comum a todos que estão com você. No entanto, você nota o paradoxo. Por que você não foge? Qual a diferença entre um exército de cem mil pessoas ou de cem mil pessoas menos uma? Você compartilha a vivência com seus companheiros mas nada se compara à sobrevivência. Se você pudesse, desobedeceria as...

  • Excerpts from 'Moonwalking with Einstein'

  • In the 1960s, the psychologists Paul Fitts and Michael Posner attempted to answer this question by describing the stages that anions goes through when acquiring a new skill. During the first phase, known as the “cognitive phase”, you’re intellectualizing the task and discovering strategies to accomplish it more proficiently. During the second “associative stage”, you’re concentrating less, making fewer major errors, and generally becoming more efficient. Finally you reach what Fitts called the “autonomous stage”, when you figure that you’re gotten as good as you need to get at the task and you’re basically running on autopilot. During that autonomous stage, you lose conscious control hover what you’re doing. Most of the time that’s a good thing. Your mind has one less thins to worry about. In fact, the autonomous stage seems to be one of those handy features that evolution worked out for your benefit. The less you have to focus on the repetitive tasks of everyday life, the more you concentrate on the stuff that really matters, the stuff that you haven’t seen before. And so, once we’re just good enough at something, we move it to the back of our minds’s filling cabinet and stop paying attention. You can actually see this shift take place in fMRI scans of people learning new skills. As a task becomes automated, the parts of the brain involved in conscious reasoning become less active and other parts of the brain take over. You call it the “OK plateau”, the pony at...

  • Conhecimento em Pacotes

  • Uma das ideias mais poderosas que eu já vi é que toda forma de conhecimento é construído e passado a frente em pacotes. Em geral fazemos afirmações que englobam outras, e que carregam mais significado do que precisaríamos passar de uma vez. E as vezes nem tudo que falamos está certo. As vezes uma parte do pacote está certa e outra não (não discuto aqui o critério de o que é “certo”). E é comum também, ao refutarmos uma parte dos saberes de alguém ou algum grupo, de acharem que refutamos todo seu valor.

    Por exemplo, de forma bem generalista, grupos no Oriente afirmam que meditação é um poderoso exercício de concentração, auto-conhecimento e “elevação espiritual”. Isso parece ser verdade e há muita Neurociência sendo feita atualmente tentando corroborar essa afirmação (ver trabalhos da Tania Singer). Porém muito rapidamente é dado um salto enorme para afirmar-se que o Universo é conectado, que Hare Krishna é a energia por trás da vida (perdoem-me a ignorância, é só força de expressão) ou que reincarnação é algo real. Esse salto é muito grande, e é parte do pacote de saberes desse grupo. E é fundamental perceber que eles podem estar certos por um lado e errado por outro. Podemos desconstruir as mensagens e tirar só o que vale a pena, só o que podemos afirmar com mais certeza que é verdadeiro. Podemos praticar meditação como um exercício secular, sem acoplar a isso nada mais do que o necessário (ver Sam Harris).

    Essa é...

  • O Gari e a Samsung

  • Botei um anúncio num site de vendas para vender um celular Samsung S4. A história do aparelho é a seguinte. Meu pai tinha um S4, comprado por R$1800 numa loja no Shopping Leblon. Usou poucos meses antes de deixa-lo cair no chão, com sua tela quebrando por dentro. Tudo negro no visor, a solução era mandar para a garantia. Com o defunto enviado ao auxílio técnico, meu pai, fiel seguidor dos lançamentos tecnológicos, não conseguiu ficar sem celular. O S4 quebrou as 9:00 da manhã. As 14:00 já estava com outro na mesa, novinho em folha. Três meses depois, a Samsung lança o Galaxy Note II. Meu pai, como não podia deixar de ser, comprou o lançamento e deixou seu segundo S4, com três meses uso, na minha mão para revender. Esse sistema já entrou na rotina da casa: comprar lançamentos e revender antigos, todos os anos. A única perda aparente sendo no bolso, com a diferença de preços da compra do antigo e da venda como semi-novo, normalmente por volta de 30%-40%.

    Depois de um mês anunciado no site, depois de 28 emails e 7 ligações, me aparece o Valmir. Como todas as ligações de números desconhecidos pra mim nessas semanas são sobre os anúncios, já atendi com tom impaciente de vendedor.

    – Alô. Quem está falando?

    – Oi, aqui é o Valmir.

    – Pode falar Valmir. É sobre o Samsung?

    – Isso. Fiquei muito interessado em comprar. Ele está em bom estado né?

    – Sim. Está como nas...

  • Todo Playboy É Chato

  • Na nossa relação com o mundo exterior não podemos ter certeza de nada. Não conhecemos Deus, não conversamos com o arquiteto da Natureza. Nunca teremos certeza absoluta de nenhuma regra ou lei. Na velha discussão Popperiana, o máximo que teremos é uma não-rejeição de uma hipótese. Se observamos um objeto cair mil vezes, nada garante que cairá na milésima primeira. Ou seja, o melhor que podemos fazer é dizer: temos uma hipótese de que existe gravidade e, enquanto não houver evidências fortes do contrário, para todos fins a tratamos como verdadeira.Nossa visão de mundo funciona mais ou menos da mesma forma. Podemos ter hipóteses e teorias sobre como o mundo funciona. Podemos duvidar delas e tentar desprovar o que nos convir. No final, teremos graus de certeza sobre a realidade, regulados pela robustez de cada teoria. Quanto mais ela aguentar críticas dos repetidos experimentos do cotidiano, mais “verdadeira” nos parecerá. Um exemplo: teorizo que toda mulher loira é burra. Essa é uma hipótese a ser testada empiricamente (estatisticamente). Observo muitas mulheres loiras. Se um número suficientemente grande (não pergunte o quão grande) de loiras não forem burras, eu rejeito minha hipótese e passo a acreditar o contrário até que novas evidências me convençam.

    Algo interessante para pensar. Das aulas de Econometria surge o clássico tradeoff viés-variância. Ele diz basicamente o seguinte: uma nova hipótese sobre o mundo pode diminuir o viés ou diminuir a variância de um estimador, mas (quase) nunca os dois. Uma nova hipótese diminui a variância do...